sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

Fala, que eu escuto. E não retruco.



Vamos concordar em algo?
Em discordar.
Eu com a minha opinião,
Você com suas convicções.
Sem um querer empurrar para o outro o que entende como inexorável,
Como razoável,
Como coeso.
Pensar diferente faz parte,
Da diversidade,
Da humanidade,
Afinal, nem tudo precisa ser igual.
Nem deve.
Seja diferente,
Pois inevitavelmente, nunca agradará a todo tipo de gente.
Pensamentos divergentes podem conviver harmonicamente,
Desde que seja respeitosamente.
Sem preconceito,
Sem exclusão.
Todo mundo tende a criar esse tipo de confusão:
Recebi esse tipo de crítica ao dizer que não curtia ver homem usando saia por puro modismo,
Do mesmo jeito que acharia horrendo alguém usar uma melancia na cabeça ou um piercing no joelho.
Não é porque a maioria acha legal, que vou concordar com geral.
Ter opinião própria,
Não é ser impróprio,
Não é estar acima da razão; é externar para o mundo, o seu próprio coração.
Mas o fato de eu pensar assim ou assado,
Não quer dizer que o desrespeite,
Pelo contrário;
Desrespeitoso seria concordar com algo só para agradar,
Ou não te ou me perturbar,
Pois não seria verdadeiro.
Na realidade, estou abrindo toda a verdade sobre mim;
E não existe presente mais transparente do que entregar a alma,
De bandeja,
A qualquer um,
Sem esperar que o outro esteja disposto a concordar,
No que considero ser,
Na minha forma de raciocinar,
Senso comum.
Talvez, em troca, só peça,
Um tiquinho da sua visão,
Um pedacinho da sua audição,
Para me ler,
Me escutar,
Por inteiro,
Sem pré-julgar.
Mas se ainda assim,
Sentir-se no direito ou no dever de apontar tudo o que te faz discordar,
Tente ser leve como o ar,
Sem deixar o fogo se propagar,
Pois tudo que entra em combustão espontânea,
Se queima.
#euarenata 


quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Tédio Virtual


Essa é a cara que faço quando olho foto de gente malhando: tédio.
Seria o mesmo semblante se visse um post de alguém escovando os dentes,
Ou passando desodorante no sovaco. Talvez essa imagem me causaria um certo choque. Algo que, certamente, ninguém publicaria. 
Ou do tipo "_Olha que tolete incrível encontrei boiando na privada hoje!" - acho que essa vou morrer sem ver...
Brincadeiras à parte, não faz sentido algum para mim alguém postar assiduamente fotos malhando, se não for caso de modelo fitness ou algum tipo de exemplo de superação física.
Se é algo que o ser pratica diariamente, assim como escovar o dente; então qual é a graça?
Mostrar um abdômen sarado, tipo, mil vezes ao dia? O que teria mudado na nonagésima foto? Mais uma divisão muscular aparente?
Posso já ter curtido fotos desse tipo apenas por curtir a pessoa em si; para ser cordial, fazer média na mídia social...
Mas, na real? Eu realmente detesto.
Não por não gostar de malhar, pelo contrário, acho essencial para o bem-estar;
Não porque estou acima do peso e sinto inveja, nunca. Até porque, a minha genética é esquelética.
Não porque o meu músculo sofre de esclerose, tendo perdido sua memória em algum momento de ócio.
Nem porque tenho vergonha do meu corpo; De mostrá-lo ao léu, publicamente.
Só não vejo vantagem em escancara-lo para qualquer um, a não ser para a intimidade do meu espelho, ou no íntimo, para o meu marido.
Prefiro admirar e exibir outro tipo de conteúdo: a bela e sarada inteligência.
E tem algumas tão fracas e feias hoje em dia...

#euarenata

domingo, 19 de fevereiro de 2017

Voa, borboleta!


Antes, uma lagarta preta que se transformou num casulo verde,
Ficou por lá, quieta,
Estática,
Por semanas a fio,
Pendurada no teto localizado bem diante da porta de casa,
Dia entrava,
Noite saía,
E o lembrete diário da sua presença nos fazia realizar quase que de forma constante,
Que estamos em constante mudança.
Evolução.
Mesmo parecendo, por vezes, inertes, no mesmo lugar,
Mesmo parecendo nenhum êxito lograr,
O segredo não é reforçar nossas convicções pelo que se vê a olho nu,
Mas com base no que se enxerga de dentro para fora:
Lagartas se tornando casulos,
Que parecem não fazer nada além de estarem pendurados por um fio,
Em direção à vastidão de um precipício sem fim.
Então de repente, quando menos se espera, uma vida brota do que parecia não ter mais vida,
Com asas, preenchidas por desenhos, ousaria dizer, tatuagens, cicatrizes,
Que sempre serão carregadas pela até ontem desengonçada lagarta,
Hoje uma graciosa borboleta, pronta para alçar voo, para onde bem entender.
Mas não é tão simples assim, entende?
A borboleta compreende que para todo grande passo tomado,
Tem que haver preparo,
E toma tempo,
Tanto que assim que renasceu,
Desse jeito continuou:
Estática,
Inerte,
Somente aguardando cada asa fortalecer,
Apenas ansiando pela mágica acontecer,
Até que um dia,
Quando parecia que havia desistido,
Quando ninguém mais acreditava que destemida poderia voar,
Livre...
Ela simplesmente voou.

Só não tem quem perde


Quem me ganha:
Sou muito prestativa,
Muito atenciosa,
Muito amiga,
Muito ciumenta,
Muito leal,
Muito legal,
Muito carinhosa,
Sou mais você,
Mas ainda sendo eu.
Quem me perde:
Sou muito indiferente,
Muito diferente,
Muito radical,
Muito distante,
Muito implicante,
Sou mais eu,
Nem um pouco você.
Quem me conhece sabe:
Sou muito ansiosa,
Muito transparente,
Muito impaciente,
Muito dramática,
Muito confiável,
Muito do bem,
Muito preocupada,
Muito ocupada,
Mas sempre presente,
Principalmente para os que gosto e admiro, Ainda que distante - somente em distância,
Nunca em emoção.
Quem não me conhece enxerga:
Alguém cheia de opinião,
Sendo exatamente como quem me conhece:
Eu mesma.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

Baile de Máscaras



Vivemos imersos num baile de máscaras itinerante que se estende muito além do carnaval.
Todos somos de carne e osso, porém poucos são os que encaram seus próprios esqueletos. 
Menor ainda a quantidade que os exibe por inteiro;
Seus demônios, livres de máscaras? Nem pensar!
É o cúmulo do pesar!
Ter que se encarar 
Como é, 
Um ser que efetivamente se importa com o que os outros pensam de si. 
Como abstrair? No máximo, ponderar para não se trair. 
Ao menos, admite-se que realmente se afeta, ainda que insistindo atrás da máscara que não. Que não ouve opinião.
Mesmo que a tenha a pedido.
Que dualidade! Por certo lhe falta personalidade. 
Máscaras são exibidas a todo momento.
São exibidas por natureza.
Urgem por demonstrar o melhor de si. Mesmo que não seja si mesmo.
O segredo está em olhar através delas;
Olhar no seu olhar.
Piores são aquelas que conseguem até a alma disfarçar, 
Por trás de olhares turvos,
Cuja visão acaba não condizendo com a ação do corpo, ou vice-versa.
Falsidade tem prazo de validade.
Mostra clara desconexão entre o ser e o fazer. 
Até certo ponto conseguem se esconder, Mas depois seu lado mais sombrio acaba por transcender. 
E aparecer. 
Por completo, como num papo reto, passando por cima de todos com toda sua dor enrustida.
Escondida para sempre até aquele momento pela absoluta falta de empatia.
Que então o desafia, finalmente fazendo a máscara cair.
E quando ela cai, aí que vem o perigo: todo esqueleto é exibido. 
E todo esqueleto é feio, ainda que toscamente enfeitado pela máscara social.
E se o esqueleto ainda vier acompanhado de uma alma que enaltece ainda mais os seus defeitos, então?
O que fazer?
Digo, sem medo de esmorecer: Assuma! 
Sua imperfeição nessa perfeição deslavada.
De cara lavada!
Somos todos horrorosos por trás desse baile de máscaras criado por nós mesmos.
Se todos assumissem tal feiúra coletiva abstendo-se de apontar o dedo para quem já tomou a brava iniciativa de deixar - o ego - passar batido,
Tudo seria muito mais bonito.
Não há nada mais belo do que uma alma aparente.
Ainda que enfeitada,
Por uma máscara de gente,
Como a gente.
Que se mostra, 
Ainda que usando máscara,
Transparente.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

Mais um!



Nosso amor não tem data comemorativa,
Comemoramos ele todo dia.
Mas como oficializamos nossa união no dia do nosso número - o onze - que simboliza 1 ao lado de outro 1, no mês que nos conhecemos, o 2, pois somos 2 em 1,
No ano de 2012, o qual somente reforça a teoria acima em termos de numerologia,
Só posso desejar que esses 5 anos de aniversário de casamento,
9 de convívio, 
Se condensem na nossa existência conjunta,
Transformando-se num único símbolo: o do infinito.
Te amo infinitamente!
Aqui, ali, em qualquer tempo ou lugar,
Para todo o sempre!

Que venham as Joaninhas!


Desabafo de uma "não atriz" esposa de ator:
Dizem que quando você se depara com uma joaninha, é sinal de sorte; de que seus desejos serão realizados. Preocupações antigas irão se dissipar. Uma nova fase de estado de felicidade contínua irá se instalar.
É exatamente assim que evoluo ao seu lado, me sentindo feliz com sua alegria plena.
Com suas conquistas; suas "joaninhas".
Sou sua maior admiradora e fã, nos bastidores da vida.
Pois o palco da existência é todo seu. Somente seu. E de quem tiver o privilégio de contracenar com um ator tão dedicado e eloquente como você.
Só que vivemos de escolhas, e tem certas coisas que prefiro abster de ver. E assim, não me aborrecer.
Não consigo sequer cogitar imaginar em presenciar a cena de você se relacionando com alguém, ainda que tecnicamente.
Antes que dedos apontem na minha cara me julgando - injustamente - me explico: entendo que somos como elásticos, que se esticam de uma extremidade à outra, buscando acomodar situações por vezes desconfortáveis, em nome do amor.
Não o conheci ator; essa verdade foi revelada há menos de dois anos.
Quem te conhece sabe o quanto foi difícil para você - finalmente - se libertar nesse sentido.
Quem me conhece sabe o quanto sou passional, ciumenta. Um elástico que já se esticou muito procurando adaptar-se a essa nova realidade. Esse papo não é novidade.
Só quis torná-lo público, para os que ousem julgar, ponderem antes de apontar. Para que no futuro, você não venha a se contaminar.
Pois está escrito nas estrelas, que independente do que façamos lá fora, fomos feitos um para o outro aqui dentro - dos nossos corações.
Só que não podemos deixar o elástico se romper, temos que nos conhecer.
Sabendo de mim, prefiro imagina-lo só comigo, nunca ousando testemunha-lo encenando - torridamente - com alguém.
Mantendo intacta a lúdica crença de amor de casal como sendo indivisível.
Sempre desejarei que inúmeras joaninhas persigam você. Os insetos, claro. Rs..
E quando você estiver lá brilhando sob os holofotes, pode até ser que eu não esteja fisicamente te prestigiando, mas sempre estarei espiritualmente, aplaudindo de pé o meu maior ídolo, com todo o meu cego amor por você.
Nunca duvide.
#euarenata

Flor do Sol


Qualquer flor me encanta,
Qualquer que seja,
De flor-de-laranjeira a cerejeira, 
Meu olhar garantido sempre terá.
Atento,
Para todos os detalhes,
Pétalas, 
Aromas,
Cores.
Principalmente as de cor amarela,
Minha tonalidade predileta,
A cor do sol,
Da energia,
Da luz.
A cor do girassol,
Que assim como eu,
Assim como muitos,
Ainda que não saibam, 
Não percebam,
Procuram sempre encontrar o seu lugar ao sol.
Deixando de lado ou para trás,
Qualquer tipo de sombra,
Onde ela deve realmente ficar: esquecida, perdoada, superada, 
Na penumbra da escuridão.
Flores, com todo tipo de cores, odores,
Que perfumam nossas vidas com um espetáculo à parte,
A ser visto,
Encontrado,
Em qualquer cantinho ou lugar,
É só parar e observar,
Um bouquet de surpresas entregar,
Alegria gratuita,
Para qualquer olhar,
Triste ou vago que seja,
Inevitavelmente irá desperta-lo,
Para o bem-estar.
É só reparar,
Flores são enfeites, 
Dados de presente, 
Para esse mundo repleto de almas deficientes,
Que deixa muito a desejar,
Em matéria de vida, celebrar.
Diariamente somos lembrados através de tais lembranças entregues em absoluta harmonia, 
De cortesia,
Independente de datas comemorativas ou festas a fantasia,
Que mesmo onde há nada,
Sempre um nova vida irá brotar.
Flores são lembretes permanentes de tal feito divino, universal.
É só olhar,
Respirar seu perfume,
E se renovar.

Ser, sendo


Ser imperfeito.
Ser humano.
Ser por inteiro.
Ser inteligente, ao ponto de saber que nem tudo se sabe.
Aprender,
Sendo,
Sem receio do será, 
Sem pesar do seria.
Ser de algum lugar,
Ser do mundo.
Ser sincero,
Ser único,
Ser sereno.
Ser espontâneo,
Ser comunicativo,
Ser, ao pé da letra:
Ter identidade,
Existir.
Ser sem remorso,
Ser no meio de tantos seres,
Que serão, 
São, 
Ou nunca foram.
Ser alguém, 
Sendo de alguém,
Ou de ninguém,
Apenas de você mesmo.
De outro ser,
Serás,
Apenas quando esse se dispor a ser si próprio, sem cercea-lo de ser você.
Que continuará sendo, assim, como qualquer ser,
Mais um ser,
No meio de tantos,
Mas o melhor que pode se ser,
No meio de poucos,
Que efetivamente têm coragem,
De simplesmente ser.

Sábio mundo cão



Lá do topo de Ushuaia, na Patagônia, 
Esse admirável ser peludo de cor quase amarela,
Todos os dias observava estático o dia acontecer.
Compenetrado prestava atenção, 
Em tudo que ocorria naquele instante, 
Bem adiante.
Naquela cidade,
Não tão movimentada como muitas, mas repleta de vida como todas.
Ficava lá, parado, talvez meditando, 
Olhando cada momento presente, simplesmente passar, sem preocupação.
Seria uma espécie de ocupação? 
Ou uma lição a ser passada para tantos que parecem não ter habilidade de apenas parar,
Pausar,
Contemplar o acaso.
Sábio cachorrinho, tanto nos ensina, com tão pouquinho.
Talvez por isso valorize tudo que parece ser tão pequeno à sua volta,
Mas se visto de perto, são casas e mais casas,
Pessoas e mais pessoas,
Árvores e mais árvores,
Barcos navegando no Canal de Beagle seguindo seu curso,
Do fim do mundo para o mundo todo,
Apenas seguindo,
Sentindo cada instante de perto,
Mesmo estando de longe.
Aquele ser quadrúpede que de inteligência não lhe falta nada,
Pelo contrário,
Sabe viver o acontecer,
Sem ansiar pelo que efetivamente acontece,
Sente por horas a fio o seu maior presente,
Simplesmente estar vivo,
Desfrutando, desembrulhando sem pressa,
O tal - divino - presente.


Nosso lado pinguim


Fui obrigada a parar para esse carinha simpático passar.
Cortês, levantou a asinha curtinha como querendo dizer um caloroso "alô".
Filhote ainda, já que ao invés de preto e branco, o topo da sua penugem era predominantemente marrom.
Detalhes sobre os pinguins: são muito curiosos e não sabem distinguir com precisão se estão a 2 ou a 10 metros de alguém. Esse estava a um passo de mim.
Destemido, parecia pedir, aliás, demandar passagem - imediata - pelo caminho à sua frente. Como se estivesse falando "_Você aí! Isso, você mesmo. Pare aí agora para eu passar."
Lógico que o obedeci. Mesmo não sendo da espécie Imperador, esse Pinguim Magalhães sabe que impera.
Mas, antes, educado, pousou pacientemente para uma foto.
Ainda depois, paralisado, ficou me observando, esticando pescoço ora para frente, ora para o lado, como que ajustando o seu foco. Talvez por não acreditar no que estava vendo: um enorme ser (vestido de) preto e branco, devo tê-lo confundido fazendo-o pensar que estaria diante de um gigante pinguim.
Ainda assim, não se intimidou. 
Confiou, passou.
Sem olhar para trás, seguiu seu destino.
Também, o que poderia temer?
No fundo, todos somos - gentis - como os pinguins.
É só deixar - o seu lado pinguim - aparecer.



No meio do nada, você por inteiro...


No meio de tantos urubus, galinhas, patos disfarçados de pinguins, encontrei você, o pinguim mais legítimo de todos.
Que privilégio poder viver, conviver, reviver tantas emoções com você. 
Que tem morada perpétua dentro do meu ser.
Viajar no pensamento, 
Viajar a qualquer momento,
Para qualquer lugar,
Sempre juntos,
Conectados, em sintonia energética e espiritual.
Grudados somente ao ponto de nunca anular a nossa liberdade, individualidade.
Pinguins de Áries se entendem nos seus constantes desentendimentos acalorados,
Argumentos, sentimentos, que derretem até o mais congelante iceberg.
Leigo que testemunha acha que é briga,
Mas digo: é conversa sincera, amor mais do que transparente,
Que não se vê em qualquer tipo de gente,
Pois o amor é luta constante,
Consigo,
Com seu próprio ego, egoísmo,
Que deve ficar em segundo plano,
Deve se tornar altruísta,
Afinal, agora um são dois,
No nosso caso três,
Um belo legado,
Um trio ligado pelas almas,
Que tanto se dá bem,
Amém.
Até a terra dos pinguins visitamos, como não poderia deixar de ser, em família,
Em qualquer lugar iremos unidos,
Até para o final do mundo, a Patagônia,
Em qualquer universo,
Paralelo ou não,
Até o final das nossas vidas.
No meio de tantos pinguins, disfarçados ou não,
Sempre te encontrarei,
Pois nunca conseguirei enxergar,
Ninguém além de você.
Meu verdadeiro, eterno pinguim
A outra parte de mim.
#euarenata 

Palavra Mágica


Oh yeah!
Diga sim ao sim.
Sim à oportunidade,
Sim a você,
Diga sim à humanidade,
À coletividade,
À proximidade.
Diga sim para a amizade,
Sim para a cumplicidade,
Sim, para o perdão.
Sim para a fé,
Sim, para a gratidão.
Diga para o espelho: "__Sim, eu sou linda!"
Diga sim para seu sonho,
Sua personalidade,
Sim para seu objetivo.
Diga sim para a inquietude,
Sim para a atitude.
Diga sim para a persistência. Quantas vezes for necessário: sim, sim, sim!
Diga sim para a empatia,
Sim para a simpatia,
Sim para a idade,
Sim para a cordialidade.
Diga sim para a sua vida continuar assim: cercada de flores, como num lindo jardim.
Diga sim para o amor eterno,
Sim para o afeto.
Diga sim para o seu filho,
Somente quando realmente não for preciso dizer um não.
Diga sim para o não.
Nunca se abale com o não.
O sim pode vencer tantos nãos...
O sim é o melhor de mim.
Simples assim:
Yeah, I can.
Yes, we can,
Oh, yeah!
Just say yeah!

 #euarenata

"Também quero!"... Só que não...



"Homens de Saia", capa de hoje da Revista Domingo. Vou descrever exatamente a sensação que senti ao me deparar com essa imagem: confusão mental. 

Em seguida veio imediatamente a expressão "forçação de barra" na minha mente.
Fashionistas, andróginos e afins, me perdoem, mas exceto por questões culturais, como no caso de tribos indígenas ou escoceses, não vejo absoluto sentido - diria, até, tesão - num homem, que sustenta ser do gênero masculino, usando saia. 
Tá, pode até ser dito estiloso por alguns apreciadores de modismo, mas, sério, por mais imponente que seja o homem, ou seguro em relação à sua masculinidade, encara-lo de saia é, para mim, como me deparar com um ser indefinido em termos de personalidade. 
Muitos dirão, "nossa, mas pra um homem ter coragem de usar saia, ainda mais num país tão machista como o Brasil, o que certamente não lhe falta é personalidade!"
Terão inúmeros me fuzilando com argumentos do tipo: "mas e as mulheres? Não reivindicaram, no passado, o uso de calças? Não queimaram sutiãs? Não lutaram por direitos iguais?" Sim, sim, e sim, como respostas automáticas para todas as perguntas. Porém, convenhamos: continuamos ganhando salários menores; continuamos tendo que nos virar praticamente sozinhas, equilibrando filhos, casa e trabalho na nossa rotina diária exaustiva; e continuamos sendo encaradas como meros objetos sexuais, por muitos.
Pelo uso de calça apertada?
Pelo uso de decote?
Ou saia? Curta?
Não importa a razão, é de livre arbítrio da mulher usar o tipo de endumentária que mais aprecie, não interessa o comprimento.
Já respeito, deveria ser mandatório.
Aí vejo homens cosmopolitas usando saia, e repito: continuo perplexa.
Estariam eles sustentando uma causa para que homens e mulheres tenham - efetivamente - direitos iguais?
Estariam dispostos a definitivamente nos ajudarem com o cuidado dos filhos, da casa?
Estariam abertos a ganhar o mesmo salário que o nosso?
Parariam de nos assediar sexualmente (sem consentimento da mulher)?
Se uso de saia por homem causasse toda essa mudança construtiva na sociedade, esqueçam tudo que eu disse. 
Seria a primeira a comprar uma para o meu marido usar. Se ele quiser, lógico.